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| Elizabeth Taylor como Cleópatra |
Em exílio, Cleópatra aprendeu lições que levaria para a vida toda, e um conceito um tanto duvidoso: tudo dependia das suas amizades e de seus aliados, sejam eles amantes ou simplesmente assassinos romanos.
Assim, a rainha egípcia seduziu Júlio César, imperador romano, de uma forma totalmente inusitada e criativa: apareceu nua enrolada em um tapete. Tudo não passava de um jogo, se tivesse um romano poderoso teria a vitória, que como pensava estava garantida à si. Com Júlio César em suas mãos, poderia induzi-lo à realizar seus desejos e garantir seu poder no Egito, e assim foi feito. Voltou do exílio com grandiosidade, usufruindo de guerreiros romanos para conquistar seu lugar no trono e garantiu que seu irmão mais novo (no momento como faraó) morresse, seja por assassinato ou no meio de toda aquela confusão.
Faraó morto, Cleópatra recupera o poder e aniquila todos aqueles que tentarem opor-se contra ela - ou até mesmo quem não lhe fosse conveniente, com seu outro irmão mais novo, na época por volta dos 13 anos - fugindo do mesmo destino que condenou boa parte de seus acentrais: o assassinato. Venenos, assassinos, sexo e poder estavam nas mãos da rainha egípcia. E agora ela tinha a confirmação de todo o seu poder sobre também Roma, pois esperava um filho de seu amante, o imperador!
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| Elizabeth Taylor como Cleópatra |
Porém essa rainha ambiciosa não quer se deixar a própria sorte e logo arruma um jeito para ser apoiada por algum romano importante - qualquer um, custe o que custar. E o escolhido desta vez foi Marco Antonio, poderosíssimo, poderia garantir a Cleópatra o que ela mais queria! Seduz-o não apenas com sua beleza, mas sim com uma verdadeira festa - parece que ela adorava mesmo chamar a atenção, primeiro em um tapete e depois isso?!
Mas Marco Antonio não queria apenas a rainha, e sim todo o Egito, planejando com ela uma unificação dos dois impérios. Cleópatra também vê lucros significantes para seu trono, e aceita de bom grado, tornando-se amante e companheira do romano. Mas seus planos dão errado e uma série de desgraças acontecem, Marco Antonio se suicida, sabendo que romanos buscavam por ele para assassina-lo e Cleópatra se vê destruída. Assim como em toda sua vida, escolhe a forma mais dramática e trágica para a morte, uma picada letal de cobra. Suicida-se, e deixa seu filho à espera de romanos, para depois o matarem.
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| Busto de Cleópatra |
Para começo de conversa Cleópatra nem sequer tinha um pingo de sangue egípcio, e sim descendia de gregos. Seus cabelos, em vez do típico preto bem escuro, pediam para o ruivo - como cabelos ruivos não eram moda no Egito, a rainha raspou a cabeça totalmente para utilizar perucas várias vezes. Na verdade, era totalmente diferente da imagem que auto-criamos em nossas cabeças assim que pensamos nessa figura tão esplendida!
Aliás, como vemos em um busto de Cleópatra, ela não era tão bonita quanto contam relatos. Na verdade, essa rainha é até um pouco feia, comparando o tamanho do nariz e outras coisas em sua face. Além disso, seu cabelo estava preso em um típico penteado grego, um coque simples com uma faixa, demonstrando sua descendência. Então porque uma mulher tão, digamos assim, feia e com poucos atrativos conquistaria o amor de homens tão importantes na sociedade Romana e Egípcia?
Na mais pura verdade dos fatos, Cleópatra não era uma mulher de beleza extrema - talvez nem sequer de qualquer tipo de beleza - porém sua personalidade falava mais que qualquer aparência. Seu jeito grandioso a fez se tornar tão bem recebida por seus amantes, além de sua incrível inteligencia.
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| Moeda com o rosto de Cleópatra |
Até hoje Cleópatra ainda carrega o estereótipo errôneo de uma deusa da beleza e da luxuria, sendo que não foi nenhuma dessas duas coisas.
Mas, convenhamos, outras coisas nessa história não são tão certas como na realidade: o tapete. Diz a lenda que a bela rainha se enrolou em um tapete e percorreu toda a viagem até chegar ao encontro de Júlio César, todavia, isso teria a mínima possibilidade? É muito improvável que tal coisa tenha de fato ocorrido, já que ficar em um tapete durante um longo período de tempo embaixo de um sol escaldante não é algo realizado por alguém com senso. Além do mais, o mito diz que Cleópatra surgiu nua: mas como se um tapete pinica tanto? Realmente, essa é uma questão que ainda divide historiadores e, na verdade, qualquer um que vá descobrir mais sobre sua história.




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