sábado, 18 de janeiro de 2014

A Marselhesa

A Marselhesa: o hino mais tocante que já ouvi. 

Mesmo sendo brasileira, mesmo escutando também o hino do Brasil, tenho de admitir que minha alma é totalmente francesa. A maior prova disto: La Marseillaise! Me arrepio toda vez que ouço esta incrível canção, dotada de versos magníficos, e é então que, quando estou triste, esta música me acalma e me fortalece. 
No início apenas uma canção de revolução, com o esperado desejo de vingança eterno por parte dos cidadãos, porém aos poucos conforta até os mais frios corações. Aquelas frases, aqueles desejos, o espírito de liberdade, igualde e fraternidade, todos presentes nesta canção. Os maiores sonhos daqueles que tanto lutaram para a Revolução. 
É com orgulho que digo, repito, e falo ainda mais uma vez, que este é sem dúvida o hino mais tocante que já ouvi. Em especial, gostaria de ressaltar este estrofe, que me chama muita a atenção: Amor Sagrado pela Pátria; Conduza, sustente nossos braços vingativos; Liberdade, querida liberdade; Combata com teus defensores!; Sob nossas bandeiras, que a vitória; Chegue logo às tuas vozes viris!; Que teus inimigos agonizantes; Vejam teu triunfo e nossa glória.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O caso do Colar

Um caso que abalou a França por meses, e que só piorou a imagem de uma rainha odiada, agora o Caso do Colar tomava proporções enormes, onde o povo via vítimas em criminosos e criminosos em vítimas.  


Voltaremos à figura principal da trama: Jeanne de Valois, mais conhecida como Condessa de La Motte. A jovem, descendente de um nobre falido ( Jacques de Saint-Remy) da casa dos Valois, havia passado muitos anos na miséria. Filha também de uma pobre plebeia, que passou a prostituir-se para conseguir à sua família o pão de cada dia, viveu em meio à pobreza do povo francês depois da morte de seu pai, que não lhes deixou nenhuma herança. Porém, aquela menina ambiciosa desde a juventude decide não permanecer em tal situação. Ela tinha sangue nobre, portanto merecia viver entre a nobreza.
Inteligente, chama a atenção de Madame de Boulainvilliers , uma integrante da alta nobreza que se interessa por sua história de vida. Ainda bem jovem, é levada junto de seus irmãos para a tal vida digna que tanto sonhava. Contudo, foi mandada para um convento, do qual fugiu ao lado de sua irmã. Com uma pensão de 900 libras, de fato melhor que simplesmente nada, se casa com um futuro conde,  Antoine-Nicolas de la Motte, casamento que não satisfaz ambos os lados.
Agora viajaremos no tempo até 1783, onde tudo começou. A condessa de La Motte, assim agora chamada, se envolve em um caso extraconjugal onde não vê somente um amante, mas também um cumplice. Em inúmeras tentativas falhas, Jeanne tenta chamar a atenção de Maria Antonieta, para infiltrar-se naquela roda intima de amigos que tinha permissão para andar livremente no mini palácio da rainha, o Petit Trianon.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Maria Antonieta: a mulher por traz da Madame Deficit - PARTE 1

Julgada e condenada, Maria Antonieta caminhava para a guilhotina no dia 16 de outubro de 1793. Aquele era o ultimo dia de sua vida. Quais crimes cometera? Traição, incesto e esgotamento do tesouro francês. Mas será mesmo que tais absurdos foram realmente realizados pela ultima rainha da França?
Para responder a esta pergunta precisamos voltar um pouco mais no tempo. Mais precisamente de 1770 à 1777, os 7 anos mais significativos para a formação de sua personalidade. Sem a consumação de seu casamento, Maria Antonieta era uma jovem enérgica e cheia de vida. Como era muito nova, chegara a França para fazer o que lhe fosse agradável, como qualquer outra delfina, sempre seguindo o lema "Deixa que os outros façam a guerra, tu, feliz Áustria, casa-te!".
Insatisfeita, passou a frequentar jogos e a gastar seu dinheiro - ou melhor, o dinheiro francês - com roupas e sapatos. E quem poderia impedi-la? Luís Augusto não tinha autoridade sobre sua mulher, justamente pelos 7 anos sem consumação que estavam vivendo. Ele era um homem impotente, que nem ao menos cumpria seus deveres com a própria esposa! Maria Antonieta reconhecia isso e chegou até a chama-lo de "aquele pobre homem" em carta à mãe, Maria Teresa. A delfina sabia que era superior a seu marido e que poderia lhe pedir qualquer coisa. Assim gastava até o amanhecer jogando em Paris! Lá ela não era a delfina, de quem se esperava toda a pompa e esplendor. Lá ela poderia fugir da rigidez e etiqueta da fria corte francesa, que considerada entediante.
E o que esperar de uma garota de 14, 15 anos? Uma delfina, qualquer uma que fosse, em todas as décadas e séculos, seria casada para usufruir do dinheiro do povo. Era comum e Maria Antonieta fora mandada para a França com este mesmo intuito, como todas as outras rainhas. Então por que tudo caiu sobre ela? Por que a jovem delfina foi a culpada por gastar do tesouro francês e não as outras? Simplesmente porque o povo tinha a consciência de que todas as mulheres da corte - e homens também, é claro - gastavam muito, mas não haviam condições de haver uma revolução. Os motivos para tal, isso fica para outro post, mas tudo caiu sobre a cabeça de Maria Antonieta. Ela agora era culpada por todas as desgraças que suas antecessoras cometeram.
Em 1778, quando deu a luz à Maria Teresa, já era tarde demais para mudar de perfil publicamente. A rainha - que havia sido coroada em 1774 - era vista como o fruto da desordem francesa. Mesmo saindo da fase dos 7 anos sem consumação, e se tornando uma figura materna, ainda era lembrada como a ingênua delfina.
A maternidade havia mexido com Maria Antonieta, e a partir daí ela passa a não frequentar tantas festas e bailes como antes. Sempre preocupada com a pequena filha primogênita, zelava por ela todos os dias. A rainha era uma boa mãe, mas o povo não via! A população pouco sabia de sua vida intima, de seu afeto por familiares, apenas interessava-lhes seus erros.
Finalmente a tão esperada filha nascera, finalmente! Maria Antonieta ignorou a partir daí muitas futilidades e finalmente amadureceu mentalmente. Passou a ser menos alienada e mais inteligente - não que se jogasse de cabeça em estudos, é claro.
Após receber o Petit Trianon de seu marido as coisas só pioraram. A rainha passou a investir fortunas no "novo lar", enfurecendo o povo. Também deixou de lado a corte e sua etiqueta finíssima, deixando-os bravos e irritados. Era um dever da rainha atender à todos os nobres e convida-los para um chá, um baile, uma peça de teatro...! Mais uma vez odiada pela nobreza, carregava uma imagem de completa alienada e fútil.
Nobres criavam canções eróticas, charges e imagens que logo seriam usadas contra Maria Antonieta pelos revolucionários. Mais tarde, jornais irão divulgar tais zombarias, existia um arsenal de insultos reservados à rainha, criados pelos próprios nobres! De fato, "a austríaca" não cativou a corte, e pouco a pouco foi desapontando o povo que queria mudanças.







terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Maria Antonieta X Du Barry: a austríaca ou a meretriz?

Maria Antonieta teria de moderar seu ódio por Madame Du Barry, a quem julgava totalmente indigna de permanecer na corte. Se tratava de uma meretriz que havia enfeitiçado Luís XV com seu corpo. O rei, já velho, casou a prostituta com um nobre que convenientemente sumiu do mapa, assim a teria em sua corte e ninguém poderia contestar. A delfina, que sempre fora ensinada a detestar tais pessoas de tão baixo calão, principalmente por sua mãe, agora ignorava a existência da inimiga. Uma rixa se fez entre as duas, Du Barry, como tinha um cargo mais baixo, não poderia dar a primeira palavra à Maria Antonieta, e Maria Antonieta, com um cargo superior, não queria lhe dirigir a palavra.
A madame Du Barry
Para a delfina era uma questão de honra. Como não tinha uma opinião formada, foi influenciada por suas tias, solteironas de meia idade. Ninguém via Du Barry como uma dama, já que tinha tido uma infância pobre e um titulo totalmente comprado. Pobre moça, na verdade era apenas mais uma do "povão" com educação um pouco mais elevada que gozada de seus direitos e luxos na corte, a custa é claro de Luís XV. Não era uma mulher má, porém o dinheiro lhe subiu à cabeça, e seu cargo - mesmo que fosse totalmente falso - deveria ser respeitado. Como uma austríaca qualquer - não literalmente qualquer já que se tratava da delfina da França! - poderia se opor à amante do rei? Como alguém, qualquer um, poderia se opor à amante do rei? Todos sabiam muito bem de que Du Barry era capaz, já que Luís XV estava enfeitiçado por sua beleza e faria tudo pela amada.
Se tratava de um rei velho, nos seus sessenta anos, cansado de governar. Para ele, bastava! Queria tranquilidade e sossego! Iria finalmente usufruir de sua posição para em vez de pensar em assuntos de guerra - ou mesmo na pobreza em que o povo francês se encontrava - pensar somente em seu prazer e diversão. Ali estava Du Barry, que como propriamente uma prostituta, oferecia seu corpo e amor em troca de jóias e posição social. Convenhamos que a maioria das mulheres da época também fariam essa troca, já que a população passava fome e viviam em condições precárias. Madame Du Barry era só mais uma que se aproveitou da necessidade de Luís XV. Se essa atitude, essa troca, era explicável e compreendida, só Deus poderia julgar.
A delfina Maria Antonieta
As tias viam em Du Barry uma prostituta - o que não deixa de ser verdade - e passavam essa mesma imagem à jovem Maria Antonieta. Como uma meretriz qualquer - não literalmente qualquer já que se tratava da amante de Luís XV! - poderia se opor à delfina da França? Como alguém, qualquer um, poderia se opor à delfina da França? Seus pensamentos contradiziam os de Du Barry - pensamentos não propriamente dela, não é mesmo?! A grande necessidade de odiar a amante do rei era na verdade a decepção das tias vendo que o lugar de sua mãe fora tomado por uma "qualquer". Uma mulher, vinda de uma casa pobre, tomara o lugar de Maria Leszczynska e seu poder. Du Barry poderia não ser a rainha, mas governava como tal, em lugar de Maria ou das próprias filhas de Luís XV, as tias.
Fizeram a cabeça de Maria Antonieta, que passou a odiar com todas as forças a rival. Nenhuma palavra tinha dito até ai. Se passaram semanas, meses... Nenhuma palavra. Nem sequer um olá. Nem sequer um sorriso. A delfina permanecia a ignorar a existência da amante de Luís XV, o que passou a ser murmurinho em toda a corte francesa. Quem ganharia: a austríaca ou a meretriz?  Reuniam-se para apostarem quando ou se a tal palavra seria dita. A recém chegada Maria Antonieta já arrumava intrigas? Sua mãe, Maria Teresa, cansada de a advertir, se via numa posição extremamente desconfortável. Logo a situação iria incomodar Luís XV e sem filhos, a delfina poderia facilmente ser trocada e a paz com a Áustria desfeita. Recomendou a Mercy a dar todos os incentivos à Maria Antonieta, para que a mesma dirigisse a palavra à madame Du Barry.
Madame Du Barry
 Uma mulher contra uma menina, ambas poderosíssimas, ambas orgulhosas, ambas determinadas a conquistarem o que quiserem. De um lado, a madame só queria uma palavra, apenas uma, e de outro, a delfina recusava a concede-la.
Du Barry passou a atormentar Luís XV com choramingos contando toda a injustiça que sofria na corte. Como todos a viam como uma prostituta, e como isso só ficara mais reforçado quando "a austríaca" não lhe dirigiu a palavra. Como previa Maria Teresa, o rei passou a ficar incomodado com tais reclamações. A amante interrompia sua tranquilidade queixando-se de não ser bem tratada. Aquele não era um bom líder para o país, era um velho que queria se divertir à custa da França, importando-se mais com mulheres e luxos do que com guerras. Não queria qualquer tipo de incomodo, muito menos vindo de quem lhe dava prazer.
Maria Antonieta sabia que ao neglicenciar uma favorita do rei estaria também ofendendo o mesmo. Mas para Luís XV isso demorou a cair a fixa. Quando finalmente percebeu tal coisa, no meio de mais um dos choramingos constantes de Du Barry, mandou chamar imediatamente a Condessa de Noailles, a dama de companhia da delfina, e ordenou que passasse o recado: a palavra teria de ser dita. Pressionada por sua mãe, por seu fiel - nem tanto - confidente Conde Mercy, por sua dama de companhia a Condessa de Noailles e agora pelo rei, foi obrigada a ceder.
A delfina Maria Antonieta
Seria uma derrota humilhante para a delfina - quem diria, perder para uma prostituta? - mas inevitável. Se passavam dias, as tias a impediam, passavam mais alguns, ela ficava com medo, se passavam mais e mais, ela não encontrava oportunidades para falar com Du Barry. Todos esperavam apreensivos para o dia em que tal façanha aconteceria, principalmente Du Barry. Não era por propriamente orgulho, aquela mulher ainda tinha seu lado humilde de pequena camponesa, mas por posição social.
E em 1 de janeiro de 1772 a frase finalmente foi dita "Há muitas pessoas em Versalhes hoje", bastava aquilo. Maria Antonieta, apesar de humilhada, seria de novo muito querida pelo rei. Todos os murmurinhos se voltaram contra a delfina, riam de sua humilhação. Seu orgulho estava despedaçado.
Mas mesmo derrotada jurou, em nome de tudo o que lhe fosse mais sagrado, que nunca mais dirigiria a palavra a desprezível meretriz. "...Aquela mulher não ouvirá mais o som de minha voz". Du Barry já estava satisfeita, isso bastava. Vencera a delfina da França! Apesar de depois tentar se reconciliar com a menina, estava muito feliz pelo acontecimento. Quem ganhou a disputa, aparentemente Du Barry, mas quem sabe ao certo, não é?! "Há muitas pessoas em Versalhes hoje", uma frase com poucas palavras mas uma força enorme.



domingo, 22 de dezembro de 2013

Filmes Épicos: Marie Antoinette

Maria Antonieta, a ultima rainha da França, é retratada por diversos meios artísticos, como cinema e livros, sendo muito famosa por sua história de vida. Dirigido por Sofia Coppola, Marie Antoinette é um ilustre filme de 2006 inspirado no livro de Antonia Fraser "Maria Antonieta".





















Em minha opinião foi uma das melhores adaptações da rainha francesa, e quase não deixou a desejar,

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Cleópatra: estereótipo e verdades

Cleópatra é sem dúvida alguma a rainha egípcia mais famosa e citada em diversos livros, filmes e peças de teatro, mas a que se deve tanto esplendor? Seria pela sua personalidade forte, beleza ou a própria história de vida? Imortalizado por Elizabeth Taylor, o estereótipo da rainha foi traçado por sedução, ambição e sobretudo poder: tanto do próprio Egito como de Roma.
Elizabeth Taylor como Cleópatra
Nascida no Egito, Cleópatra era uma bela moça filha de Ptolemeu XII, que dividia a sucessão do trono com dois irmãos mais novos. Descendente de uma família problemática, teve vários de seus ancestrais assassinados a sangue frio. Por costumes de famílias egípcias, foi casada por algum tempo com um de seus irmãos, o qual odiava, e acabou exilada e sem poder algum sobre o Egito.
Em exílio, Cleópatra aprendeu lições que levaria para a vida toda, e um conceito um tanto duvidoso: tudo dependia das suas amizades e de seus aliados, sejam eles amantes ou simplesmente assassinos romanos.
Assim, a rainha egípcia seduziu Júlio César, imperador romano, de uma forma totalmente inusitada e criativa: apareceu nua enrolada em um tapete. Tudo não passava de um jogo, se tivesse um romano poderoso teria a vitória, que como pensava estava garantida à si. Com Júlio César em suas mãos, poderia induzi-lo à realizar seus desejos e garantir seu poder no Egito, e assim foi feito. Voltou do exílio com grandiosidade, usufruindo de guerreiros romanos para conquistar seu lugar no trono e garantiu que seu irmão mais novo (no momento como faraó) morresse, seja por assassinato ou no meio de toda aquela confusão.
Faraó morto, Cleópatra recupera o poder e aniquila todos aqueles que tentarem opor-se contra ela - ou até mesmo quem não lhe fosse conveniente, com seu outro irmão mais novo, na época por volta dos 13 anos - fugindo do mesmo destino que condenou boa parte de seus acentrais: o assassinato. Venenos, assassinos, sexo e poder estavam nas mãos da rainha egípcia. E agora ela tinha a confirmação de todo o seu poder sobre também Roma, pois esperava um filho de seu amante, o imperador!
Elizabeth Taylor como Cleópatra
 Mas uma tragédia abala o jogo ganho de Cleópatra: Júlio César, seu apoio e garantia do poder, é cruelmente assassinato "Até você Brutos?". A rainha que sempre precisou de um incentivo a mais para, digamos assim, se sentir confiante em seu posto de suprema faraó e deusa, acabava de perder sua base para o sucesso. Agora teria de lutar sozinha caso quisesse algo, e sem a ajuda do Império Romano.
Porém essa rainha ambiciosa não quer se deixar a própria sorte e logo arruma um jeito para ser apoiada por algum romano importante - qualquer um, custe o que custar. E o escolhido desta vez foi Marco Antonio, poderosíssimo, poderia garantir a Cleópatra o que ela mais queria! Seduz-o não apenas com sua beleza, mas sim com uma verdadeira festa - parece que ela adorava mesmo chamar a atenção, primeiro em um tapete e depois isso?!
Mas Marco Antonio não queria apenas a rainha, e sim todo o Egito, planejando com ela uma unificação dos dois impérios. Cleópatra também vê lucros significantes para seu trono, e aceita de bom grado, tornando-se amante e companheira do romano. Mas  seus planos dão errado e uma série de desgraças acontecem, Marco Antonio se suicida, sabendo que romanos buscavam por ele para assassina-lo e Cleópatra se vê destruída. Assim como em toda sua vida, escolhe a forma mais dramática e trágica para a morte, uma picada letal de cobra. Suicida-se, e deixa seu filho à espera de romanos, para depois o matarem.
Busto de Cleópatra
Todavia, fica a dúvida, será que toda essa incrível história tem falhas e erros históricos? Com toda certeza, sim.
Para começo de conversa Cleópatra nem sequer tinha um pingo de sangue egípcio, e sim descendia de gregos. Seus cabelos, em vez do típico preto bem escuro, pediam para o ruivo - como cabelos ruivos não eram moda no Egito, a rainha raspou a cabeça totalmente para utilizar perucas várias vezes. Na verdade, era totalmente diferente da imagem que auto-criamos em nossas cabeças assim que pensamos nessa figura tão esplendida!
Aliás, como vemos em um busto de Cleópatra, ela não era tão bonita quanto contam relatos. Na verdade, essa rainha é até um pouco feia, comparando o tamanho do nariz e outras coisas em sua face. Além disso, seu cabelo estava preso em um típico penteado grego, um coque simples com uma faixa, demonstrando sua descendência. Então porque uma mulher tão, digamos assim, feia e com poucos atrativos conquistaria o amor de homens tão importantes na sociedade Romana e Egípcia?
Na mais pura verdade dos fatos, Cleópatra não era uma mulher de beleza extrema - talvez nem sequer de qualquer tipo de beleza - porém sua personalidade falava mais que qualquer aparência. Seu jeito grandioso a fez se tornar tão bem recebida por seus amantes, além de sua incrível inteligencia.
Moeda com o rosto de Cleópatra
Apesar de escondidos sobre seu estereótipo alienado e sensual, Cleópatra tinha bem mais qualidades intelectualmente do que seus atrativos físicos. A leitura, para ela, era uma coisa incrível! Essa mulher tinha ambição e inteligencia, e bastava isso para se chegar a cargos maiores. Com seu intelecto, conquistou 2 grandes romanos, seduzindo-os não apenas pela aparência.
Até hoje Cleópatra ainda carrega o estereótipo errôneo de uma deusa da beleza e da luxuria, sendo que não foi nenhuma dessas duas coisas.
Mas, convenhamos, outras coisas nessa história não são tão certas como na realidade: o tapete. Diz a lenda que a bela rainha se enrolou em um tapete e percorreu toda a viagem até chegar ao encontro de Júlio César, todavia, isso teria a mínima possibilidade? É muito improvável que tal coisa tenha de fato ocorrido, já que ficar em um tapete durante um longo período de tempo embaixo de um sol escaldante não é algo realizado por alguém com senso. Além do mais, o mito diz que Cleópatra surgiu nua: mas como se um tapete pinica tanto? Realmente, essa é uma questão que ainda divide historiadores e, na verdade, qualquer um que vá descobrir mais sobre sua história.


Desafiando a lei da gravidade: penteados rococó

Em várias cortes a moda se fez presente até nos últimos fiozinhos de cabelo de uma rainha, e na França não era diferente. No reinado de Luís XVI e Maria Antonieta, a Rainha da Moda, um novo estilo enlouquecia a nobreza: o rococó. Além de vestidos incrivelmente detalhados e magníficos outra coisa chama a atenção de qualquer estudante de história: os penteados.
Maria Antonieta e um de seus penteados.
 Considerada por muitos a Rainha da Moda, Maria Antonieta ilustrava bem o rococó. Sua corte, a mais corrupta da época, desfilava com belos penteados desafiando a lei da gravidade. Cheios de adereços, penas, pingentes, flores, poderiam chegar até à 1 metro de altura.
Alguns eram perucas, outros cabelos com apliques, alguns brancos, outros mais acinzentados. Acontece que a moda de perucas brancas só havia se tornado famosa na corte de Maria Antonieta no reinado de Luís XV, seu antecessor. 
Sustentado por uma espécie de almofada, ou estrutura de ferro, e por grampos, o cabelo se erguia depois de horas afim. Alguns apliques eram colocados - e com razão, haja cabelo para tanta grandiosidade!
Esses penteados tão magníficos eram propositalmente criados para mostrarem a grandeza das nobres francesas, sobretudo da rainha - tanto que quando Maria Antonieta adotou um visual mais simples recebeu várias críticas - o que faz, por essas e outras razões, a França ser considerada o país da moda!
Se não entendeu muito bem como tais cabelos eram arrumados, esse vídeo que achei no Youtube poderá ajudar-lhes a compreender melhor. Nele é mostrado passo a passo de um cabelo simples, juntamente com maquiagem: