quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O caso do Colar

Um caso que abalou a França por meses, e que só piorou a imagem de uma rainha odiada, agora o Caso do Colar tomava proporções enormes, onde o povo via vítimas em criminosos e criminosos em vítimas.  


Voltaremos à figura principal da trama: Jeanne de Valois, mais conhecida como Condessa de La Motte. A jovem, descendente de um nobre falido ( Jacques de Saint-Remy) da casa dos Valois, havia passado muitos anos na miséria. Filha também de uma pobre plebeia, que passou a prostituir-se para conseguir à sua família o pão de cada dia, viveu em meio à pobreza do povo francês depois da morte de seu pai, que não lhes deixou nenhuma herança. Porém, aquela menina ambiciosa desde a juventude decide não permanecer em tal situação. Ela tinha sangue nobre, portanto merecia viver entre a nobreza.
Inteligente, chama a atenção de Madame de Boulainvilliers , uma integrante da alta nobreza que se interessa por sua história de vida. Ainda bem jovem, é levada junto de seus irmãos para a tal vida digna que tanto sonhava. Contudo, foi mandada para um convento, do qual fugiu ao lado de sua irmã. Com uma pensão de 900 libras, de fato melhor que simplesmente nada, se casa com um futuro conde,  Antoine-Nicolas de la Motte, casamento que não satisfaz ambos os lados.
Agora viajaremos no tempo até 1783, onde tudo começou. A condessa de La Motte, assim agora chamada, se envolve em um caso extraconjugal onde não vê somente um amante, mas também um cumplice. Em inúmeras tentativas falhas, Jeanne tenta chamar a atenção de Maria Antonieta, para infiltrar-se naquela roda intima de amigos que tinha permissão para andar livremente no mini palácio da rainha, o Petit Trianon.

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